Silêncio.

•30/06/2014 • Deixe um comentário

Achei que o amor deveria ser dividido até com aqueles que não participam da sua vida. Achei que felicidade pura era mais gostosa quando se falava aos quatro cantos o quão bom era sentir tudo isso. Achei que a maldade não me atingisse. Achei que poderia controlar meu futuro. Achei que fazendo “do jeito certo”, o outro não me machucaria também. Achei que meu amor seria sempre justo. Achei que, sendo amor verdadeiro, não existiriam dúvidas ou dor. Achei que seriam sempre momentos felizes, que não haveria dificuldade ou brigas. Preparei-me para o amor, mas não para o que poderia vir junto com ele. Acreditei na bondade do ser humano. Acreditei e tornei-me ingênua. Fechei os olhos e deixei o coração escolher, e ele continua escolhendo você.

E todo o amor que toma conta do meu peito, calou-se para o blog. Pro meu bem, pro seu bem, pro nosso bem.

Anúncios

É difícil estar apaixonada

•23/12/2013 • Deixe um comentário

E eu que sempre levantei a bandeira de mulher independente e desapegada, me pego numa situação curiosa: Apaixonada.

Digo “curiosa” por ter levado um susto quando isso aconteceu. Demorei pra entender que o que eu sentia estava indo além do interesse passageiro que, virava e mexia, eu sentia por um ou outro – até ficar de saco cheio.

Estar apaixonada é bom, mas difícil. Perceber que você abriu suas fraquezas para aquele “alguém” é esquisito. Descobrir que você se pega pensando no cara ou contanto os minutos pra contar uma história divertida, ou ainda com sorriso bobo, desses que você nem percebe que tá soltando por aí é foda. Sair da zona de conforto. Incluir alguém na sua rotina, por vontade. Viver MAIS feliz.

Durante os anos de coração fechado, aprendi a ser feliz sozinha. Assim, sem mais ninguém. E quando a paixão surgiu, o susto foi: “Bicho, dá pra ser mais feliz do que isso!”. Confesso, eu não imaginava. E ficou bem melhor. A gente relaxa um pouco, sabe? A merda é a saudade. Que sentimento irritante! Sentir algumas coisas ainda é novidade. Já ouvi de muitas amigas que demorei tanto pra deixar isso acontecer porque eu merecia o cara certo. Não escolhi um cara pra ser o certo, ele simplesmente apareceu e fudeu com as minhas frases feitas e as minhas certezas.

No começo de 2013, postei que seria um ano feliz e que eu sentia que o amor estava vindo, vindo de verdade… em abundância! E eu sentia mesmo! Senti o amor em vários momentos, com várias pessoas diferentes… E esse amor novo, que me deu um susto, eu tô descobrindo o que ele traz de bom… Todos os dias.

A mulher forte continua, a independência permanece… Mas, talvez eu tenha desenterrado uma menina que eu não achei que existisse mais: Aquela que acredita e que se permite.

2014 de mais amor. Porque não?

Update: Ó como eu já sabia… http://instagram.com/p/T_JbXnNMV9/

Mais um motivo.

•27/11/2013 • 1 Comentário

Deitados na cama, ele debaixo das cobertas lendo um livro.

Ela estava nua e com a toalha na cabeça, divertia-se com algum artigo no celular.

Aquele momento em que o silêncio não se faz desconfortável, está apenas lá.

Cada um no seu momento, desfrutando da própria companhia e do outro.

Ela reparara que, em alguns momentos, ele tirava os olhos do livro e admirava seu corpo ao lado dele. Esboçava um sorriso e voltava a ler.

Um calor gostoso invadia seus pulmões e saía pelo olhos, num brilho que só ele consegue despertar.

“Tu eres uma mulher muito linda” – ouviu baixinho ao pé do ouvido, seguido de beijos no pescoço e aquela mordida no lábio que faz com que ela se dissolva em sensações indescritíveis.

Teve vontade de dizer o quanto ele a faz feliz e dividir todo o amor que sente bater no peito, mas só encheu-o de beijos. Tentando, de alguma forma, mostrar o que sentira naquele momento.

Descobrira, então, mais uma coisa que gosta nele.

“Gosto da sua capacidade de tornar um momento simples em algo especial. Sem mais, nem menos”

E gosto, cada dia, mais. Sem medo de errar.

 

Despretensioso

•14/10/2013 • 4 Comentários

Gosto de você desde o primeiro sorriso no Bar do Adão.

Gostei das horas de papo interminável naquela sexta-feira.

Gostei de cada gargalhada e piada sacana.

Gostei do jeito que você me beijou e da surpresa de ter sido melhor do que eu esperava.

Gosto do quanto você é direto e não me poupa pra falar as coisas.

Gostei da nossa primeira noite juntos e até do dia seguinte, mesmo com medo de ficar esquisito.

Gosto do fato de sentarmos no boteco e nos divertirmos, só nós dois.

Gosto de perceber que você está me olhando e, mesmo assim, fingir que não vi.

Gosto do jeito que você morde a boca e do seu sorriso fanfarrão.

Gosto da sua empolgação quando cozinha pra mim.

Gosto de você por contar uma história boba ou interessante, com a mesma energia.

Gosto da sua energia, em todos os momentos.

Gosto de te ver dormindo, mesmo quando ronca no meu ouvido.

Gosto de você mesmo quando diz que eu também ronco, só pra me ver ficar sem graça.

Gosto do seu repertório de curiosidades e cultura inútil.

Gosto da sua falta de memória para algumas coisas.

Gosto do jeito que você se encolhe quando faço cafuné.

Gosto do jeito que você me olha, pensa em dizer alguma coisa e se cala.

Gosto do jeito que você me abraça pra dormir.

Gosto da nossa intimidade, das nossas risadas e das bobagens.

Gosto de ouvir você falando com a sua família e o orgulho que você tem de ser quem é.

Gosto da comida que você faz, mesmo com abobrinha e berinjela.

Gosto da sua paciência pra me ensinar as coisas e do seu empenho pra que eu aprenda.

Gosto do seu interesse quando conto alguma coisa minha, por mais boba que seja.

Gosto das suas dancinhas engraçadas e de quando você sensualiza.

Gosto do seu gosto musical, que é tão bom quanto o meu.

Gosto de como você se comporta quando tá com os seus amigos e do fato de as minhas amigas te adorarem.

Gosto de como você fica quando tá alegrinho e gosto muito mais quando estamos os dois sóbrios.

Gosto da forma que perco a noção do tempo quando tô com você.

Gosto do fato de você vibrar com as minhas conquistas e me ajudar a ir mais longe.

Gosto da leveza que as coisas acontecem com a gente.

Gosto quando você faz o que eu peço, com sorriso no rosto.

Gosto quando você zoa a minha franjinha de guria no parquinho.

Gosto de como você fica quando te faço cosquinha.

Gosto de quando dançamos juntos, completamente sem ritmo.

Gosto do seu sotaque, em qualquer situação.

Gosto quando beiramos o ridículo, mesmo em público.

Gosto da cara que você vai fazer quando terminar de ler tudo isso.

Gosto de saber que ainda tem muitas coisas pra eu gostar em você.

 

“Gosto de cada pedaço seu. Sem tirar, nem pôr.”

 

Esse texto já tava pronto há alguns dias e me faltou coragem de expor aqui.

Meti o foda-se e me joguei.

Sei que ele vai me zoar muito por isso, mas acho que também gosto disso.

O Conto dos Desencontros.

•02/08/2013 • Deixe um comentário

O ano era 2004. Ia rolar show do The Offspring no Claro Citibank Hall em Outubro do mesmo ano. No falecido Orkut, uma comunidade de fãs trocava ideias, músicas e expectativas sobre o esperado show. Meio a fóruns, eles se encontraram. Não se sabe exatamente o porquê, mas começava uma história.

Ela tinha acabado de terminar um relacionamento, ele nunca tinha namorado. Ela tinha 20 anos, ele tinha 18. Ela fazia faculdade e ele tentava entrar na Escola de Aviação. Enquanto ela curtia os primeiros momentos de solteira, ele afundava nos estudos. Ela do Recreio, ele do outro lado da cidade. A única coisa que partilhavam, até ali, era o gosto musical parecido.

Foram alguns meses de conversas longas no MSN, risadas, piadas e foram se conhecendo… Trocaram telefone, trocaram SMS, trocaram confissões… Viraram amigos! Com a vida corrida, o contato diminuiu, mas ainda se falavam.

Em uma sexta-feira, no Clube Monte Líbano (porque???), rolava uma festa de qualquer coisa. Ela passou por uma turma de “meninos novinhos” que faziam a farra em um dos camarotes e ouviu “Maria?”. Olhou e não viu ninguém, tava escuro. Ele surgiu com um sorriso no rosto e, ali mesmo, se reconheceram. Um abraço, um beijo no rosto e a alegria de terem, finalmente, se encontrado. Em algum momento daquela noite, meio a troca de mensagens, ele puxou-a pelo braço e beijou-a. Um beijo bom, longo, com muita vontade. Desses que você não encontra por aí tão fãcil, sabe? A história acabava de mudar.

As conversas voltaram com mais frequência, os SMS diários, o carinho e os apelidos… Ela chamava ele de “Ninfeto”, era o mais novinho que ela havia se envolvido. Ele se divertia com isso, nem ligava.

A partir daí, as coisas foram ficando mais intensas. Ela não queria namorar, ele também não pensava nisso. Curtiam, então, a companhia um do outro. Encontravam-se pela noite, procuravam um ao outro, riam, divertiam-se, sem se preocupar com o amanhã. Como eram felizes…!

Mas, o coração é bobo e, como nao era de se esperar, apaixonaram-se. Cada um do seu jeito, cada um no seu tempo. Tempo maldito, não acompanhou para os dois lados.

Meio a sua vida de solteira, ela encontrara um outro alguém que prometia tanta coisa e, numa matemática nada exata, ela optou por ele. Deixou o “Ninfeto” e seguiu com o tal que prometia tudo. Escolha errada? Nem tem como saber! Para ela, parecia certo, naquele momento.. Só naquele momento.

O romance azedou, o carinho mudou e a amizade voltou! Mesmo namorando, o contato permanecia, mas o tratamento tinha se tornado quase fraternal. Continuavam a dividir suas alegrias, seus medos e, lá no fundo, sabiam que um pertencia ao outro. Mesmo sem isso nunca ter acontecido de fato.

Já em 2005, ele deu uma CD de aniversário pra ela com todas as músicas que tinham feito parte da vida deles, dos momentos deles. Na contra capa, uma mensagem de “Feliz Aniversário” genérica, daquelas que parece que fala tudo, mas não diz nada. No final, assinado “Do seu Ninfeto, LMN” – Love you, Miss you, Need you. Letrinhas ditas repetidamente ao longo de 9 anos, sempre trazendo boas lembranças.

Ela terminou o tal namoro com o cara que prometia tudo, ele arrumou uma namorada. Ela saiu pra ver o mundo, ele focou nos estudos. Ela voltou, ele se formou. Suas vidas tomaram rumos diferentes e o contato agora, tornara-se esporádico. Falavam-se 1 vez por mês, 1 vez a cada 3 meses, 1 vez há cada 5 meses, 1 vez…

Hoje, ela ouviu ele dizer que vai se casar. O coração pulou, o rosto ardeu. Um cigarro, por favor! Todas essas lembranças passaram na sua cabeça. Um misto de felicidade pela conquista de alguém tão querido e, ao mesmo tempo, aquela dorzinha de ver que acabou, de verdade.

Ela já teve outros amores, desamores e, até hoje, morre de medo de casar. O que antes era dito como “Não quero casar!”, sempre foi uma máscara pro pavor de ter que dividir sua vida com alguém. Tolinha! Quantas vezes já o fez, sem nem mesmo perceber?

E rolou um “Adeus!”, uma vontade de dizer que ela sempre quis ter ele de volta, do medo de perdê-lo. Verdade, verdadeira, como já ouviu uma vez – “Ela vive presa às memórias. Tudo já foi melhor… Os amigos, os amores, as experiências. Ela só se esquece que, para essas memórias existirem, foi preciso viver. Só isso. Viver, sem se preocupar com o que já passou”.

Ela quer novas histórias para contar, tão felizes quanto essa. Só que, sem final. Nem feliz ou triste. Sem final algum. Histórias de amor, de viagens, de aventuras… Ah! Que venha Agosto, com tudo novo. E que venha a sexta-feira, pra começar a escrever sobre outras pessoas, outros sentimentos.

Nada que vodka, o bom e velho rock n roll, o tempo e as amigas não curem.

Tudo de novo…

•12/07/2013 • Deixe um comentário

Passada a fase do amor – que eu acreditava ter vindo pra ficar, parece que o mundo tá desabando de novo… E nem é o meu.

Três pessoas próximas, três histórias de desamor.

De fora, só observo o rumo que as coisas estão tomando… Que medo!

Me diz: Tá todo mundo com os valores trocados ou nós que estamos escolhendo MUITO errado?

Uma luz, uma chance, mais amor… Por favor.

Eu consegui, e vc?

•04/07/2013 • Deixe um comentário

Amor é sorte, aprende

Às vezes me pergunto o porquê de tanta armadura. Você se fecha dentro de você e tua única companhia é a tua própria sombra. Você se protege do amor como quem se protege da chuva e, talvez, o que você ainda não tenha entendido é que, quando me entrego pra você, é só pra te levar dias ensolarados. Eu queria tanto que você tentasse. Que você se permitisse a chance de viver nosso amor além da amizade. Que você entendesse que tudo que você sente quando está comigo, você não encontrará fácil por aí. Amor é sorte, meu bem. Não é todo dia que alguém é quase todos os itens da maldita lista de nossas indulgências. A gente se preencheu. Então, por que raios você teima em fugir? Por que você tem todo esse medo de viver o amor achando que eu o farei sofrer como ela o fez? Para de jogar fora a chance de se encontrar em mim. E aprenda de vez, quanto mais você desvia do destino, mais ele esbarra nós dois.

(Lara Bottas)

Não é autoria minha, mas é como se tivesse saído tudo de dentro de mim.